Rituais Periódicos

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Rituais Periódicos

Mensagem  leojaco25 em Sex Jan 27, 2012 9:14 pm


Os Rituais Periódicos variam de tribo para tribo e de lugar para lugar. Cada tribo e seita tem duas formas de celebrar a mudança das estações. Algumas seitas celebram apenas os solstícios e os equinócios; outras realizam pelo menos um ritual por lua. Os rituais a seguir são realizados por todas as tribos de Garou. São as celebrações fundamentais que celebram o ciclo constante da vida-na-morte-na-vida.
Esses rituais renovam a conexão dos Garou com Gaia, a Deusa Mãe. Alguns Garou até mesmo acreditam que a extinção dessas cerimônias trariam resultados catastróficos. Alguns dos Garou mais místicos (ou talvez dos mais loucos) insistem que se esses rituais não fossem executados, a própria Gaia poderia não ver sentido em continuar o ciclo, e o mundo entraria num inverno perpétuo... ou pior.
Sistema: Um Ritual Periódico precisa, obviamente, ocorrer no momento exato do ano que ele celebra especificamente, requerendo a participação de um mínimo de cinco Garou. Ao executar o ritual, o mestre de rituais precisa fazer um teste de Vigor + Ritos (dificuldade 8 ). Caso o ritual seja executado num caern, a dificuldade do ritual é 8 menos o nível do caern. Portanto, um ritual periódico realizado num caern de Nível Três tem uma dificuldade de 5 (8 - 3).

Ritual dos Ventos Frios
Nível Dois
A noite do solstício de inverno é a mais longa noite do ano. É a época das dores do parto, quando Hélios renasce e os dias começam a se alongar. Mesmo nas profundezas do inverno, os Garou, filhos da lua, celebram ritualmente o tempo da vida-na-morte. Alguns Garou acreditam que se este ritual não for executado, as noites continuarão a se alongar até que Gaia tenha caído num terrível estado crepuscular de dor perpétua. A maioria dos Garou modernos considera isto mera superstição, mas até mesmo esses céticos participam entusiasticamente do ritual.
O Ritual dos Ventos Frios tem muitas variantes. Na versão mais comum, o mestre de ritual reúne os Garou num círculo em torno de uma pequena fogueira. Ele em seguida lidera o grupo num uivo prolongado que começa como um rugido baixo e termina num crescendo ululante. Quando o mestre de ritual sente que a tensão atingiu o ápice, ele salta para frente, pega uma tocha flamejante (ou, em alguns casos, uma lanterna elétrica) e corre para a floresta. Os outros Garou o seguem, arrancando galhos das árvores no percurso. Correndo o mais rápido que podem, os Garou produzem ruídos estranhos e assustadores. O ritual é executado para encorajar o trabalho de parto de Gaia, no qual dará a luz ao sol, e para afugentar os lacaios da Wyrm que possam estar à espreita, prontos para raptar o sol recém-nascido ou ferir Gaia enquanto ela dirige sua atenção para longe da superfície do mundo.
O mestre de ritual conduz a matilha uivante de volta à fogueira, onde eles atiram os galhos às chamas. Quando as chamas ficam bem altas, os Garou iniciam um festim que dura até o amanhecer, quando eles saúdam o sol recém-nascido com um último uivo triunfante.

Ritual do Novo Despertar
Este ritual tem lugar no equinócio de verão. Começa no pôr do sol, quando o mestre de ritual conduz os Garou reunidos numa cruzada rumo à Umbra. Essa cruzada costuma ser simbólica, mas cada vez mais, à medida que o Apocalipse se aproxima, os cruzados buscam perigos verdadeiros (ou eles os encontram) nos Reinos da Umbra.
A cruzada sempre consiste de sete provações. Essas provações representam os sete portais que barram o caminho para o Mundo Inferior. Essas provações variam dramaticamente de uma tribo para outra, mas sempre é apresentada uma variedade de desafios aos membros. Um teste pode envolver o confronto com um Maldito, enquanto outros desafios talvez envolvam encontrar um fetiche perdido na Umbra Profunda. Cada teste requer que os participantes sacrifiquem alguma coisa, seja um fetiche particularmente caro ao Garou, seja um velho rancor ou um falso orgulho. Caso o Garou consiga transpor esses portais de desafio, ele poderá renovar a Terra, banindo os espíritos do inverno e abrindo caminho para a estação verdejante.
Ao fim do ritual, os Garou retornam aos seus corpos. Neste momento muitas tribos buscam Parentes Garou, ou outros humanos e parentes, e renovam contato com os prazeres da carne, celebrando a beleza extraordinária da vida e a necessidade de sua continuação nas gerações futuras de Garou. Não é surpresa, portanto, que nessa noite sejam concebidos a maioria dos filhotes impuros. O intenso teor dramático deste ritual costuma derrubar tabus.

A Grande Caçada
Nível Dois
O Garou executa este ritual a cada Véspera do Solstício de Verão. Esta é a época do ano na qual Hélios permanece mais tempo no céu e, portanto, se encontra no zênite de sua influência. Da mesma forma que os raios solares desvelam os mistérios da escuridão, também os Garou revogam todas as sutilezas e permitem que seus uivos de Fúria e poder encham o mundo. Nesse dia e nessa noite, as criaturas da Wyrm encontram uma dificuldade imensa de se esconder dos guerreiros de Gaia.
Exatamente à meia-noite, no começo do solstício de verão, o mestre de ritual roga a Gaia que traga à atenção da matilha ou seita uma criatura à altura da Grande Caçada. Para se prepararem, os Garou cantam, uivam e contam histórias de bravura. Também é comum um ritual de sangramento, no qual cada Garou se corta e derrama parte de seu sangue numa tigela grande. A mistura de sangue é em seguida usada como tinta para pintar a testa ou o peito de cada um dos caçadores. Ao amanhecer Gaia envia à seita um sinal proclamando o alvo da Grande Caçada. Este sinal pode assumir qualquer forma, seja uma visão presenciada em transe por um mestre de ritual Wendigo, ou uma reportagem assistida na velha televisão de um caern dos Roedores de Ossos. Embora a pessoa ou criatura escolhida por Gaia seja quase sempre associada à Wyrm, em raras ocasiões ela exige que um dos seus seja sacrificado na Caçada. Apenas os maiores guerreiros são escolhidos como alvos de uma Grande Caçada, e só em tempos de grande necessidade Gaia exige o sacrifício de um seus filhos. Acredita-se que um guerreiro morto dessa forma se transforma imediatamente num anjo vingador a serviço de Gaia.
Os Garou só têm até a meia-noite para completarem a Caçada. Caso obtenham êxito, o sangue da criatura caída é derramado no solo de Gaia (ou para o éter, caso a Caçada ocorra na Umbra) como um sacrifício para Gaia. Se os caçadores não conseguirem abater sua caça, isso será considerado uma profecia terrível durante o ano vindouro. Alguns Theurges dizem que nenhuma seita será bem sucedida na Grande Caçada durante o ano do Apocalipse. Na melhor das hipóteses, uma Caçada fracassada significa má sorte para a seita no ano seguinte. Qualquer indivíduo que participe de uma Grande Caçada bem sucedida obtém Glória. O perigo de uma Caçada específica determina o nível de Glória obtida.
Sistema: Os Garou que participem de uma Grande Caçada obtém três pontos de Glória. Caso a caçada não obtenha êxito, cada Garou participante perde dois pontos de Glória. Além disso, os níveis de dificuldade de todos os rituais executados pela seita são aumentados em um ponto até o solstício de verão seguinte.

Ritual de Keres
Nível Quatro
O Ritual de Keres ocorre na noite do equinócio de outono. Keres foi uma Garou fêmea que viveu nos tempos antigos. Desconhece-se qual era sua tribo, embora os Fúrias Negras afirmem que Keres pertenceu ao seu povo. A lenda conta que Keres protegia com tamanho zelo seus companheiros de matilha que quando ela foi aprisionada numa caverna, cercada por lacaios da Wyrm, tendo apenas os corpos de seus companheiros mortos por companhia, Keres os consumiu para que as criaturas da Wyrm não contaminassem seus corpos com seu toque maligno. Depois disso, Keres investiu contra eles. Fortalecida pelos espíritos de seus companheiros, ela abateu nove vezes nove feras da Wyrm antes de tombar. A bravura de Keres foi tamanha que Gaia permitiu que ela e os espíritos agrupados de seus companheiros de matilha corressem eternamente pela Umbra Profunda como Fúrias espirituais. Até hoje, alguns místicos Garou relatam encontros com o belo e feroz espírito da matilha.
O Ritual de Keres é um evento solene no qual o mestre de ritual conduz os Garou num uivo fúnebre por todos aqueles que morreram a serviço de Gaia. Esse momento é considerado apropriado para todos expressarem sua angústia, tristeza e medo, assim como para confortar os companheiros que ainda vivem. Até mesmo os guerreiros mais valorosos participam desse uivo. Os Garou reunidos sentam-se numa grande círculo que representa o ciclo sem fim do abraço de Gaia. Antes da cerimônia, cada Garou cria seu próprio talismã a partir de alguma espécie de madeira. Um Fúria Negra pode esculpir uma representação de si mesmo com a cabeça baixa, enquanto o talismã de um Silencioso pode ser um lobo de papel com as pernas quebradas. O talismã precisa ser significativo apenas para o seu criador.
O mestre de ritual é o último Garou a desabafar e criar seu talismã. Enquanto faz seu talismã, ele concentra a angústia de sua tribo em seu corpo, invocando o espírito de Keres para consumir os talismãs e conceder força aos Garou. Caso o ritual seja bem sucedido, o Garou sentirá o espírito de Keres consumindo os talismãs numa rajada súbita de chamas. Depois que os talismãs tenham sido consumidos, cada Garou prova as cinzas remanescentes, assimilando uma pequena parte da força de Keres. O mestre de ritual em seguida lidera os Garou num festim para celebrar a purgação da mácula da Wyrm.
Sistema: Qualquer Garou que participe de um Ritual de Keres bem sucedido pode fazer um teste de Vigor + Rituais (dificuldade 7). Se obtiver êxito, o participante receberá um ponto permanente de Força de Vontade para expurgar seus temores e dores internas. Um fracasso leva o mestre de ritual a perder Honra aos olhos da tribo; uma falha crítica poderá fazer com que Keres ataque a seita ao invés da fogueira, por não tolerar as fraquezas de nenhum dos Garou.

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